Há muito tempo, no Japão, o médico e monge Shirobei Akiyama passeava nos jardins de um Mosteiro em Nagasaki durante um inverno rigoroso, onde nevava abundantemente, enquanto se entregava à contemplação da natureza à sua volta observou o que acontecia a um forte Salgueiro que, muito vigoroso, ia acumulando neve sobre os ramos, e camada sobre camada, a árvore aguentava heroicamente o peso da neve… até que, finalmente, o ramo partia cedendo ao peso.
O monge desviou então o olhar para um outro canteiro, onde estava uma pequena Cerejeira. A árvore estava igualmente exposta a forte nevasca, mas surpreso, observava que o efeito era bem diferente.
O tronco e os ramos flexíveis da pequena cerejeira vergavam-se sob o peso da neve que, em seguida, jogavam a neve para longe. Entusiasmado, o monge acabava de presenciar uma demonstração do princípio base: “ceder para vencer”.
Adaptando este princípio a uma disciplina de combate, foi criado o Ju-Jutsu, arte marcial antepassada do JUDÔ, que consiste no aproveitamento da força do adversário como forma de o vencer.
O “ESPÍRITO DA CEREJEIRA” manteve-se presente em todos os judocas e a flor de Cerejeira representa o símbolo do Judô em todo o mundo.
Ao positivo deve-se opor o seu complemento – o negativo. À força deve-se opor a flexibilidade. Se o oponente empurra, não devemos tentar resistir com força, mas utilizar o movimento do oponente em nosso proveito.


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